quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cidade Satélite é contemplado com Ação Social



A cidade do Riacho Fundo II recebeu nesse sábado orientação de alunos e professores da Faculdade Anhanguera de Brasília.

Por: Clarice Barbosa

Neste sábado, dia 20 de novembro aconteceu no Quadradão Cultural localizado no Riacho Fundo II uma Ação Social, promovida pela Faculdade Anhanguera de Brasília. Alunos e professores foram voluntários no atendimento aos moradores da cidade. Estudantes de Farmácia, Nutrição, Biomedicina, Enfermagem, Pedagogia e Direito, contribuíram com realização do projeto, que procura levar para as comunidades mais pobres esclarecimentos sobre saúde e direitos do cidadão.
 O primeiro evento promovido pela faculdade foi na praça do relógio, no Centro de Taguatinga, mais voltado para área da saúde. Devido ao sucesso do projeto, os organizadores resolveram realizar um novo evento no Riacho Fundo II. Mas dessa vez foi organizado especificamente pelo núcleo de pratica jurídica da Anhanguera de Brasília.
De acordo com Kleiton Nascimento (entrevistado de camisa preta), organizador do evento, o objetivo do projeto foi orientar a população do Riacho Fundo II. “O nosso objetivo é prestar assistência para essa população que é muito carente e que necessita de orientação.” Esclarece.
            Muitos passaram pelo o Quadradão Cultural e aproveitaram para fazer uma checagem, Cintia 
Raquel, 37 anos, junto com a família deixou um elogio ao projeto. “Realmente é muito bom essa iniciativa, nem sempre temos tempo para ir ao medico, aferir a pressão ou fazer esses exames de rotina.” Diz Cíntia.
Os alunos de farmácia contribuíram com Aferição de pressão arterial e taxa de glicemia e de gordura, para isso contaram com aparelhos de grande avanço tecnológico. O Acchuchek é um aparelho novo que serve para aferir a taxa de glicemia, permite o paciente saber o resultado em questão de segundos e o furo é rápido e sem dor. Alem desse, há também como aferir a taxa de gordura de forma rápida e pratica, com o, Bioimpedancia, um novo aparelho no mercado, que permite o paciente saber se tem mais de 25 % de gordura no corpo, caso tenha, a pessoa deve fazer atividades físicas e procurar melhorar os hábitos alimentares.
Jorge Luiz Araújo é estudante de farmácia e presidente da ACREF – Associação cultural Recreativa Esportiva farmacêutica. Ele conta como conseguiu parte do material que utiliza no trabalho voluntário. “Todo o material utilizado na aferição da taxa de Glicemia foi doado pela Drogaria Rosário. As fitas e a Caneta Acchuchek.” Revela o estudante. Segundo Jorge, com o nome da faculdade é mais fácil conseguir doações.

A solução inteligente para a Praça do Relógio



Gerencia de cultura da Administração de Taguatinga leva benefícios aos moradores da região.



A feira Taguart foi criada com o objetivo de revitalizar a Praça do Relógio que estava sendo tomada por usuários de crack e profissionais do sexo. Por meio da iniciativa de João Tenório, mais conhecido como JT, o mentor do projeto, os artesões tiveram a oportunidade de mostrar a sua arte na feira do artesanato.
No início, tinha apenas 200 artesãos, mas atualmente o evento conta com 1700, em um total de 92 tendas, desse, 25 são destinadas à alimentação. Quando surgiu o projeto, os comerciantes próximos à Praça do Relógio não gostaram da idéia, porque achavam que a feira tomaria o espaço deles. Mas, a exposição não tem nada a ver com os produtos comercializados por eles. A Taguart funciona uma vez ao mês e tem como tema “Taguart, faço parte, faço arte”.
De acordo com o Gil Anízio, 50 anos, atual gerente de Cultura da Administração de Taguatinga, já houve casos importantes envolvendo a feira e os artesões. Ele conta que a Caixa Econômica fez uma encomenda de 8 mil pinguins artesanais, que foram feitos com material reciclado. E, segundo ele, não foi difícil atender ao pedido, pois os artesões são muito talentosos. “Houve outro caso em que uma artesã foi convidada para trabalhar como design de jóias, no Taguatinga Shopping, porque fazia jóias belíssima e uma lojista, que passava pela feira, se interessou e resolveu investir no talento da artesã”. Diz Gil.
As histórias de sucesso são muitas. Uma das artesãs exportou para a África 200 pares de sandálias havaianas trabalhadas manualmente. A feira também já foi convidada a expor em outras cidades, como Recanto das Emas, Águas Claras e Sudoeste. O espaço para expor é de todos que queiram participar. “A Taguart não discrimina as pessoas, a intenção da feira é ajudar a quem não tem condições de manter uma loja, mas se não for arte ou artesanato não entra na feira”, informa o gerente. JT e Gil fazem um trabalho voluntário. Nenhum artesão paga taxa para expor na feira, pois foi uma iniciativa para ajudar as pessoas a mostrar os seus trabalhos. Segundo o gerente de Cultura, a maior dificuldade é na divulgação do evento que ocorre um final de semana por mês. Os responsáveis pela feira já estão com um projeto novo para a Praça do Relógio. Eles querem criar “Um dia de lazer na praça”, onde as crianças terão brinquedos e programações o dia inteiro.
Para Lindalva Arruda, 26 anos, proprietária de uma banca de alimentos, a feira é um local que tem grande giro de dinheiro. “Acredito que deve continuar, pois é bom para a cidade”, ressalta Lindalva.

Serviço
Para participar da feira, basta comparecer à Administração de Taguatinga, munido de documento de identidade e apresentar algum projeto de trabalho artesanal.